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Carta Mensal Hashdex - Fevereiro 2020

Nossa Carta Mensal de Fevereiro 2020 traz temas como volatilidade no HDAI, US$ 1 bi em futuros do BTC negociados na CME, BCs discutem moedas digitais e MAIS...

HASHDEX DIGITAL ASSETS INDEX (HDAI)

O HDAI é um índice de criptoativos focado na representação do mercado a longo prazo. Ao contrário de muitos índices estáticos tradicionais, o HDAI não está atrelado a um número xo de ativos. O HDAI é composto por regras automatizadas que permitem que o índice ajuste periodicamente seu número de constituintes à medida que o mercado amadurece e evolui. 

FUNDOS DE INVESTIMENTO HASHDEX

A Hashdex oferece uma família de fundos passivos que entregam aos investidores exposição aos criptoativos do HDAI. O Hashdex Criptoativos Discovery FIC FIM é destinado ao público geral e investe até 20% de seu patrimônio em criptoativos. O Hashdex Criptoativos Explorer FIC FIM é destinado a Investidores Qualicados e investe até 40% de seu patrimônio em criptoativos. O Hashdex Criptoativos Voyager FIM IE é destinado a Investidores Prossionais e investe até 100% de seu patrimônio em criptoativos. Os fundos da Hashdex estão disponíveis nas principais plataformas de investimento ou através de Agentes Autônomos de Investimento.

PERFORMANCE DO HDAI YTD 27,5% | FEVEREIRO -3,4%

 

VOLATILIDADE DO HDAI % AO ANO

FEVEREIRO: DOIS MOMENTOS PARA CRIPTO

Depois de um início de ano extremamente positivo para criptoativos, com o HDAI subindo mais de 30% no primeiro mês, fevereiro mostrou a alta volatilidade característica dessa classe de ativos. Se, em janeiro, todos os ativos que compõem o HDAI renderam mais de 20%, apenas quatro dos treze terminaram o fevereiro no campo positivo. O principal destaque positivo foi o Tezos, que rendeu mais de 60%. Parte desse bom desempenho foi atribuído ao início das negociações alavancadas na Kraken, uma das mais importantes exchanges do mercado.

A primeira metade do mês foi como uma continuação do movimento de janeiro, com o HDAI chegando a subir mais de 15% e com a volatilidade abaixo dos 50% a.a.. Já na segunda metade do mês, o cenário foi o oposto. A volatilidade aumentou signicativamente, e a tendência de alta se inverteu. Ao término do mês, o HDAI havia revertido os ganhos iniciais e fechou em queda de 3,4%. O bitcoin, principal ativo do HDAI, teve um movimento semelhante, chegando a ter valorização de mais de 11%, mas encerrou o mês em queda de 6,8%. No ano, o bitcoin acumula uma alta de 20,3%, enquanto o HDAI rendeu 27,5%.

REVISITANDO A TESE DO BITCOIN COMO RESERVA DE VALOR

No mês passado, houve uma sequência de eventos geopolíticos que trouxeram temor aos mercados, relacionados, principalmente, à disseminação do Coronavírus e à tensão entre E.U.A. e Irã. Concomitantemente, observou-se uma forte valorização do bitcoin, com respostas aparentemente sincronizadas aos principais acontecimentos de ambos os casos. Isso serviu para entusiasmar os defensores da tese do bitcoin como reserva de valor, conforme nós reportamos na nossa última Carta Mensal.

A crise entre E.U.A. e Irã parece ter saído do radar dos investidores por ora. O Coronavírus, por outro lado, voltou a impactar negativamente os principais mercados do mundo, especialmente diante da sua rápida propagação na Itália. O S&P 500, por exemplo, chegou a cair 12.4% em apenas seis pregões, entre os dias 20 e 28 de fevereiro. Aqui no Brasil, o efeito também foi forte, com o Ibovespa acumulando uma queda de mais de 9% nesse mesmo período.

Diferentemente do observado em janeiro, o bitcoin não caminhou na direção contrária. De fato, durante a grande queda do S&P 500, o bitcoin também cedeu quase 10%. Por simetria, se a dinâmica de janeiro serviria para reforçar a teoria do bitcoin como reserva de valor, a da segunda metade de fevereiro enfraquecê-la-ia. Porém, as coisas não são tão simples assim.

O movimento de preço dos ativos nanceiros costuma ser a resultante de interação de diversos fatores. A relevância de cada um desses fatores varia ao longo tempo. Por exemplo, nos últimos dois períodos de eleição presidencial, o preço das ações da Petrobrás respondia mais às pesquisas de opinião política do que ao preço do petróleo. Ou seja, o fator político ganhou relevância relativa no período e tornou-se preponderante.

No caso dos criptoativos, em geral, e do bitcoin, em particular, os principais fatores determinantes das movimentações de preço ainda são pouco conhecidos. Não se pode descartar a hipótese de que, de fato, o bitcoin tenha uma exposição ao fator de aversão a risco global (positiva, como se espera das reservas de valor), que foi predominante em janeiro, mas que outro fator tenha prevalecido em fevereiro. Em outras palavras, é possível que o bitcoin tivesse caído ainda mais no período por outras razões, caso não houvesse a questão do Coronavírus. Fato é que, diante do pouco conhecimento sobre os fatores que inuenciam as oscilações dos criptoativos, é difícil descartar teorias a respeito deles. 

De qualquer maneira, se as duas fotograas, a de janeiro e a de fevereiro, dão sinais contraditórios em relação à tese do bitcoin como reserva de valor, o lme completo de 2020, até o momento, vem corroborando a ideia de que os criptoativos são uma classe de ativos descorrelacionada das demais. Isso signica que os criptoativos irão performar bem em alguns momentos ruins para as classes tradicionais e que, em outros, vão acompanhar as quedas.

Em suma, enquanto a tese do bitcoin como reserva de valor aguarda evidências mais conclusivas que a consolidem, a descorrelação dos criptoativos em relação às classes de ativos tradicionais está cada vez mais robustamente documentada.

BANCOS CENTRAIS SE REÚNEM PARA DEBATER AS VERSÕES DIGITAIS DE SUAS MOEDAS

No dia 21 de fevereiro, um evento realizado em Kiev, Ucrânia, reuniu representantes de bancos centrais de diversos países para discutirem sobre a criação de versões digitais das suas moedas duciárias, as chamadas CBDC (Central Banks Digital Currencies). Dentre os países representados estavam África do Sul, Bielorússia, Canadá, Finlândia, Holanda, Japão, Lituânia, Suécia e Uruguai, além do Banco Mundial.

Os ucranianos, antriões do evento, são um dos pioneiros em CBDC. O Banco Nacional da Ucrânia (NBU) já testou uma versão digital da Grívnia em 2018, baseada na blockchain Stellar. Segundo os resultados apresentados durante o encontro, o NBU não encontrou vantagens materiais na utilização de tecnologias de registro distribuído (ou DLTs, leia-se blockchain) para esta nalidade.

De fato, um certo ceticismo em relação ao uso de blockchains para emissão de CBDCs foi uma das principais tônicas do eventos. O representante do Canadá, Scott Hendry, argumentou que a introdução de uma moeda digital baseada em DLT não representaria nenhum avanço em relação aos meios eletrônicos de pagamentos interbancários hoje disponíveis. Já o holandês Harro Boven foi ao cerne das DLTs, a ideia de que nenhuma das partes precisa conar nas demais, para concluir que não são necessárias para as CBDC, já que os bancos centrais seriam uma parte confiável.

Um outro ponto de convergência entre diversas falas proferidas ao longo do evento foi o sentido de urgência despertados nos bancos centrais pelo anúncio do projeto Libra. A possibilidade do surgimento de uma stablecoin privada emitida por uma gigante da tecnologia forçou os bancos centrais a reagirem e apresentarem alternativas.

FUTUROS DE BITCOIN VOLTAM ULTRAPASSAR A MARCA DE US$ 1 BILHÃO NEGOCIADOS EM UM ÚNICO DIA NA CME 

Os mercados de criptoativos experimentaram um signicativa retomada do dinamismo, puxada pela forte valorização do início de 2020. Uma evidência tangível desse novo momento é o crescimento do volume de negociação de contratos futuros de bitcoin na Chicago Mercantile Exchange (CME), que são alternativa utilizada por diversos investidores institucionais para exposição a criptativos.

Após um mês de dezembro fraco, com o volume diário na marca dos US$ 300 milhões apenas três vezes ao longo do mês, janeiro já mostrou uma nova dinâmica, com sete dias com volume superior aos US$ 600 milhões. No m de janeiro, a CME anunciou que o volume total negociado de futuros de bitcoin, desde o lançamento, em dezembro de 2017, havia atingido os US$ 100 bilhões, o que signica uma média histórica um pouco abaixo dos US$ 200 milhões por pregão.

A tendência de aumento no volume permaneceu ao longo de fevereiro. Apenas nos quinze primeiros dias do mês, o patamar dos US$ 600 milhões negociados foi superado em cinco dos nove dias de pregão. Até que, no dia 18 de fevereiro, o volume negociado ultrapassou o valor de US$ 1 bilhão pela primeira vez desde maio de 2019. No restante do mês, o volume negociado teve uma forte queda, coincidente com o movimento de desvalorização do bitcoin.

De qualquer forma, o aumento do volume de futuros negociados na CME é uma notícia bastante positiva para o mercado de criptoativos e a marca de US$ 1 bilhão em apenas um dia, numa bolsa com predominância de investidores institucionais, é emblemática.

REBALANCEAMENTO DO HDAI

No virada de fevereiro para março, houve o rebalanceamento periódico do HDAI, processo no qual os constituintes do índice são reconstituídos a m de manter a representatividade do HDAI ao longo do tempo. Nessa iteração, dois novos ativos passaram a fazer parte do índice, elevando o total de constituintes para 15. O Bitcoin SV é um hard fork do Bitcoin Cash e como este, se propõe a ser um um ativo para pagamentos rápidos e com taxas baixas. O Dash, uma abreviação de Digital Cash, também se propõe a servir como um ativo para pagamentos rápidos e com taxas baixas, mas ele oferece o benefício de transações anônimas, uma característica importante para os que demandam privacidade ao usar moedas digitais.

HASHDEX EM CONFERÊNCIAS E NA IMPRENSA

Em fevereiro, nosso CEO Marcelo Sampaio participou do painel Blockchain: Strategies, challenges and perspectives na 2020 Latin America Investment Conference do banco Credit Suisse. Adicionalmente, a Hashdex foi coberta por diversos veículos ao longo do mês. Nossos artigos favoritos foram:

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