Hashdex - Carta Mensal Hashdex - Janeiro 2020

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Carta Mensal Hashdex - Janeiro 2020

Forte valorização do HDAI, CME lança opções de Bitcoin, blockchain e criptoativos na pauta em Davos e MAIS...

HASHDEX DIGITAL ASSETS INDEX (HDAI)

O HDAI é um índice de criptoativos focado na representação do mercado a longo prazo. Ao contrário de muitos índices estáticos tradicionais, o HDAI não está atrelado a um número xo de ativos. O HDAI é composto por regras automatizadas que permitem que o índice ajuste periodicamente seu número de constituintes à medida que o mercado amadurece e evolui.

FUNDOS DE INVESTIMENTO HASHDEX

A Hashdex oferece uma família de fundos passivos que entregam aos investidores exposição aos criptoativos do HDAI. O Hashdex Digital Assets Discovery FIC FIM é destinado ao público geral e investe até 20% de seu patrimônio em criptoativos. O Hashdex Criptoativos Explorer FIC FIM é destinado a Investidores Qualicados e investe até 40% de seu patrimônio em criptoativos. O Hashdex Digital Assets Voyager FIM IE é destinado a Investidores Prossionais e investe até 100% de seu patrimônio no HDAI. Os fundos da Hashdex estão disponíveis nas principais plataformas de investimento ou através de Agentes Autônomos.

PERFORMANCE DO HDAI YTD 32,1% | JANEIRO 32,1% 

VOLATILIDADE DO HDAI % AO ANO

CRIPTOATIVOS TÊM VALORIZAÇÃO EXPRESSIVA NO INÍCIO DO ANO 

Janeiro foi um mês de forte valorização para os criptoativos. Todos os constituintes do HDAI renderam mais que 20% no período. O principal destaque foi o Ethereum Classic, cujo preço subiu mais de 150%. Uma das razões apontadas para esse salto foi a implantação bem sucedida do hard fork Agharta, uma mudança no protocolo que, entre outras coisas, tornará a rede do Etherium Classic mais compatível com a do Ethereum.

O Bitcoin, ativo de maior peso no HDAI, teve uma valorização expressiva de 28% no mês, ainda assim, um dos menores retornos dentre os ativos que compõem o índice. O ativo iniciou o ano em alta e, no dia 18 de janeiro, rompeu a marca dos 9.000 USD, maior patamar desde novembro. Entre os dias 18 e 24, houve um recuo para o patamar dos 8.400 USD, em um movimento iniciado por uma cascata de liquidações de futuros da bolsa BITMEX. Nos dias nais do mês, houve mais um movimento de alta, levando o preço a fechar o mês em na casa dos 9.600 USD. Em termos de volatilidade, o índice passou a maior parte do mês entre 40% e 60%, abaixo da média histórica de aproximadamente 70%.

TENSÃO NO IRÃ, CORONAVÍRUS E O BITCOIN COMO RESERVA DE VALOR

No dia 3 de janeiro, o ataque de um drone norte-americano no território do Iraque causando a morte do general iraniano Qasem Soleimani levou a um aumento signicativo da tensão entre os Estados Unidos e o Irã. Os principais índices de ações recuaram, enquanto commodities como ouro, prata e petróleo se valorizaram. Diferentemente do petróleo, cuja oferta global poderia ser bastante afetada em caso de confronto no Oriente Médio, o ouro e a prata se apreciaram por serem considerados reservas de valor, ou seja, ativos para os quais os investidores recorrem em casos de aumento da incerteza.

Assim como as commodities, o Bitcoin também teve forte valorização após a morte de Soleimani. Pela cotação da Coinbase, a principal bolsa de criptoativos dos E.U.A., o Bitcoin teve uma alta de 5% no dia do ataque. A tendência de alta perdurou nos dias seguintes, chegando além dos 20% durante o período de maior tensão, até uma queda de 4% no dia em que Donald Trump adotou um discurso mais pacista após o ataque de mísseis promovido pelo Irã contra bases utilizadas por americanos no Iraque.

Já nos últimos dias do mês, outro evento repercutiu signicativamente nos preços dos ativos. Uma nova variação do Coronavírus já era conhecida desde o nal de 2019 e vinha trazendo apreensão aos mercados. No dia 27, após um m de semana com novas informações sobre a disseminação da doença, o índice S&P 500 já abriu em queda de mais de 1,5% e terminou o pregão nesse patamar. Enquanto isso, o Bitcoin valorizou-se mais de 3%.

Esses dois eventos, com bastante impacto nos mercados em um curto espaço de tempo, reacenderam o debate sobre a função do Bitcoin como reserva de valor. Entusiastas dessa visão enxergaram nesses eventos uma forte evidência favorável. Já os céticos apontaram o intervalo de quatro horas entre o anúncio da morte e a subida do preço do criptoativo, comparada à resposta quase imediata de outros ativos, como elemento que enfraqueceria a tese. Outros, ainda, argumentaram que o movimento poderia ser causado por uma profecia autorrealizável, ou seja, apenas especuladores operando na esperança de que outros comprariam o ativo por acreditarem que seja uma boa reserva de valor.

Para ser considerado de fato uma reserva de valor precisa atingir um consenso de mercado e isso leva tempo. Vemos essa tese com potencial para prosperar e ganhar consenso quando analisamos as propriedades do Bitcoin, algumas parecidas com o ouro, outras até melhores. Dentre as características, o Bitcoin é reconhecido por sua escassez, vericabilidade, durabilidade, portabilidade e divisibilidade.

A INFRAESTRUTURA PARA CRIPTOATIVOS CONTINUA A AVANÇAR COM O LANÇAMENTO DE OPÇÕES DA CME

A Chicago Mercantile Exchange (CME), uma das principais bolsas de derivativos do mundo, iniciou, no dia 13 de janeiro, a negociação de opções sobre os contratos futuros de Bitcoins. Trata-se de uma grande notícia para o mercado de criptoativos ter uma instituição desse porte criando mais um derivativo com exposição a essa classe - os futuros já são negociados pela companhia desde o nal de 2017. As opções são particularmente importantes pois permitem aos investidores fazerem uma série de operações mais complexas, tanto para ns de proteção quanto para apostar em determinados eventos.

No dia da estreia, foram transacionadas 55 opções, que equivalem a 55 contratos futuros ou 275 Bitcoins, no valor nocional de mais de US$ 2 milhões. Esse valor foi quase o dobro do que foi negociado pela Bakkt, bolsa controlada pela ICE, que havia iniciado a negociação de opções pouco mais de um mês antes. O volume negociado na CME oscilou ao longo da primeira semana, mas no sétimo dia de negociação, 122 opções foram negociadas, mais que o dobro do dia inicial.

O mercado de derivativos de criptoativos tem grande parte do volume concentrado em bolsas focadas no público de varejo, como a Deribit e a Bitmex. A disponibilidade de derivativos em bolsas como a CME e a Bakkt é vista como um passo relevante para a atração de investidores institucionais para o mercado de ativos digitais.

Em resumo, o início da negociação de opções na CME é excelente para o mercado de criptoativos por, pelo menos, três razões: (i) reforça a aposta em criptoativos de uma das instituições mais respeitados do mercado nanceiro tradicional, (ii) tende a atrair mais investidores institucionais para essa classe de ativos, (iii) que terão a possibilidades de estruturar operações mais complexas.

FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL EVIDENCIA O CRESCIMENTO DO INTERESSE DE GOVERNOS E EMPRESAS EM BLOCKCHAIN E CRIPTOATIVOS

Entre os dias 20 e 24 de janeiro, a cidade de Davos, na Suíça, recebeu a edição 2020 do Fórum Econômico Mundial (WEF, da sigla em inglês). Como já havia ocorrido nos últimos anos, criptoativos e blockchain foram temas de diversos eventos.

Um dos principais destaques foi o anúncio, no dia 24, da criação do Global Consortium for Digital Currency Governance, entidade focada no desenvolvimento de

um arcabouço regulatório que ajude a materializar o potencial de inclusão nanceira de moedas digitais. A proposta é ter agentes de diversos setores (governos, instituições nanceiras, empresas, academia etc.) cooperando para a criação de diretrizes globais de regulação de criptoativos, em contraponto ao modelo fragmentado de regulação predominante nos dias de hoje.

Outro evento relevante foi a publicação do “Central Bank Digital Currency PolicyMaker Toolkit”, que se propõe a ser um guia completo sobre as vantagens e desvantagens a serem analisadas por cada banco central no momento de decidir sobre a criação de moedas digitais. No documento de 28 páginas, são cobertos temas que vão desde questões legais e institucionais até opções tecnológicas.

Em linhas gerais, pode-se inferir de tudo que foi dito sobre os ativos digitais no WEF que estão, pouco a pouco, galgando um lugar mais central nas discussões sobre a economia do século XXI, menos como promessa e mais como realidade. O número crescente de instituições de peso, como Bancos Centrais e o próprio WEF, trabalhando nessa direção é uma evidência inequívoca disso.

HASHDEX NA IMPRENSA

A Hashdex foi coberta por diversos veículos ao longo do mês de janeiro. Nossos artigos favoritos foram:

Estadão - Brasileiros criam um 'Ibovespa' das criptomoedas

Valor Econômico - Criptomoedas e blockchain: um 2019 agitado e o que esperar para 2020 

O Globo - Cannabis, moedas digitais e empresas sustentáveis na mira do investidor

Seu Dinheiro - Bitcoin é uma boa para 2020? Criptomoeda terá redução de emissões e preço pode subir mais

InfoMoney - Fundos de criptomoedas têm aplicação mínima de R$ 500: saiba quando vale a pena investir

Money Times - Há um nível seguro de criptoativos para o seu portfólio? Sim!

Crypto Times - Criptoativos: prazo de investimento e resiliência

Cointelegraph - 'Não invisto em ouro, eu prefiro Bitcoin', destaca Thiago Nigro, o famoso youtuber Primo Rico