Hashdex - Carta Mensal Hashdex - Março 2020

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Carta Mensal Hashdex - Março 2020

Confira a nossa Carta Mensal de Março 2020 com os principais assuntos do mês como a tensão nos mercados globais, quebras de correlações e MAIS...

HASHDEX DIGITAL ASSETS INDEX (HDAI)

O HDAI é um índice de criptoativos focado na representação do mercado a longo prazo. Ao contrário de muitos índices estáticos tradicionais, o HDAI não está atrelado a um número fixo de ativos. O HDAI é composto por regras automatizadas que permitem que o índice ajuste periodicamente seu número de constituintes à medida que o mercado amadurece e evolui.

FUNDOS DE INVESTIMENTOS HASHDEX

A Hashdex oferece uma família de fundos passivos que entregam aos investidores exposição aos criptoativos do HDAI. O Hashdex Criptoativos Discovery FIC FIM é destinado ao público geral e investe até 20% de seu patrimônio em criptoativos. O Hashdex Criptoativos Explorer FIC FIM é destinado a Investidores Qualificados e investe até 40% de seu patrimônio em criptoativos. O Hashdex Criptoativos Voyager FIC FIM é destinado a Investidores Profissionais e investe até 100% de seu patrimônio em criptoativos. Os fundos da Hashdex estão disponíveis nas principais plataformas de investimento ou através de Agentes Autônomos de Investimento. 

 

 

* Em conformidade com as normas da CVM, dados de performance serão informados após o fundo completar seis meses. 

PERFORMANCE DO HDAI YTD -8,4% | MARÇO -28,1%

 

VOLATILIDADE DO HDAI % AO ANO MARÇO: CRISE E REAFIRMAÇÃO DAS TESES

Março de 2020 ficará lembrado como o mês no qual o mundo se deu conta da real magnitude dos impactos causados pelo novo coronavírus. Reflexo disso foi a crise generalizada nos mercados de ativos mundo afora. Evidentemente, também foi um mês singular para nós da Hashdex. Diante disso, buscamos, ao longo do mês, levar aos nossos investidores e parceiros as nossas reflexões a respeito dos principais temas relacionados à crise, tanto na Carta enviada no dia 13, quanto através do artigo sobre a diversificação de portfólios com criptoativos, assinado pelo nosso Gestor de Portfólios e publicado na última sexta-feira no portal MoneyTimes. 

No atual cenário, acreditamos que faria pouco sentido seguirmos o padrão adotado nas Cartas Mensais anteriores, nas quais damos foco às principais notícias referentes ao mercado de criptoativos no mês. Preferimos trazer um apanhado desses temas já tratados, atualizando-os e acrescentando o que for pertinente, além de enfatizar, na próxima seção, alguns aspectos da dinâmica de preços que se mostraram particularmente importantes nessa ocasião.

Aproveitamos a presente carta, ainda, para registrar que, apesar de termos vivido um dos piores meses das últimas décadas nos mercados, a Hashdex fechou março com captações líquidas de cerca de R$ 3 milhões. Esse fato nos orgulha imensamente, em especial, por demonstrar a confiança que os nossos investidores, antigos e novos, depositam na nossa tese e em nós.

MOVIMENTOS DE PREÇOS AO LONGO DO MÊS

Depois da queda significativa observada na segunda metade de fevereiro, o HDAI abriu o mês de março com uma leve recuperação, de 6% nos primeiros dias. A tendência foi fortemente revertida e, em meados do mês, a queda era próxima de 45% (em dólares) e a volatilidade havia disparado para além dos 150% a.a.. A essa altura, os fundos locais perdiam 7,7% (Discovery) e 37,2% (Voyager), em reais. Evidentemente, o efeito da desvalorização do real frente ao dólar (da ordem de no mês 7,6% à época) explica a diferença nas rentabilidades entre o Voyager, totalmente alocado em criptoativos, e o seu índice de referência, o HDAI.

Nesse ponto, vale uma pequena pausa para explicar a diferença entre dois conceitos que, muitas vezes, são confundidos: diversificação e hedge. De maneira simplificada, a diversificação é o efeito obtido pela adição de ativos ou classes de ativos que não sejam perfeitamente correlacionados ao portfólio inicial, possibilitando o atingimento de melhores relações entre retorno esperado e risco (normalmente medido pela volatilidade). Quanto mais descorrelacionados forem os ativos adicionados, maior o potencial desse efeito. Já o hedge é a utilização de um ou mais ativos como uma espécie de seguro contra determinados cenários adversos para a carteira como um todo.

Uma das nossas teses principais é que os criptoativos compõem uma classe pouco correlacionada às demais (como iremos aprofundar mais adiante) e portanto, com boa capacidade de gerar diversificação quando adicionada às carteiras. Desde que o Brasil adotou o regime de câmbio flutuante, em todas as principais crises vistas no nosso mercado, tanto as nascidas aqui, quanto as importadas, o dólar teve forte valorização frente ao real. Nesse sentido, pode-se dizer que o dólar serve como hedge para crises que afetem as carteira locais.

De volta aos acontecimentos de março, após atingir um vale no dia 16, o HDAI começou uma significativa recuperação. Apenas quatro dias depois, no dia 20, o índice registrava um valor mais de 30% superior à mínima do mês. É interessante notar como essa reação precedeu a dos ativos tradicionais. O S&P 500, por exemplo, só atingiu a mínima do mês uma semana depois dos criptoativos, no dia 23. Após o impulso de recuperação, o HDAI seguiu apresentando volatilidade acima da média, porém sem tendência clara, fechando o mês com queda de pouco mais de 28%, com a volatilidade ainda acima dos 100% a.a.. Os fundos locais renderam entre -2,4 % (Discovery) e -17,6% (Voyager), influenciados pelo dólar, que se valorizou 15,6% frente ao real no período.

No nível dos ativos que integram o HDAI, todos os quinze caíram mais que 20%. O que apresentou a menor queda foi o Bitcoin Cash SV, recém-incorporado ao índice. O bitcoin, ativo com maior peso, teve a terceira menor queda, com 25,4%, enquanto o Ethereum, segundo mais relevante, ficou entre as maiores perdas, com 40,4%.

CRIPTOATIVOS E A CRISE DO CORONAVÍRUS

Nas nossa carta divulgada no dia 13, abordamos o nosso entendimento sobre como a crise deflagrada pela expansão do coronavírus estava afetando o preço dos criptoativos. Nossa visão é baseada em dois pilares principais.

Primeiramente, destacamos o caráter essencialmente especulativo do preço dos criptoativos, no sentido de que boa parte do valor atualmente atribuído é devido às possibilidades futuras de aplicação das respectivas tecnologias. O preço dos ativos especulativos varia, tanto pela probabilidade atribuída pelo mercado para sua materialização, como pela propensão dos investidores de aceitarem esse risco. Em cenários de crise como a atual, observa-se um aumento na aversão a risco dos investidores e a consequente fuga de ativos especulativos. Isso poderia explicar, em parte, o movimento observado nos criptoativos.

Em segundo lugar, ressaltamos a existência de fatores técnicos que podem fazer o preço dos ativos descolar, no curto prazo, dos seus fundamentos. Em particular, a necessidade de liquidez dos investidores pode causar um ciclo vicioso. Isso ocorre quando um grupo de investidores precisa gerar liquidez para cobrir suas obrigações e vende ativos, pressionando os preços desses para baixo, o que gera obrigações para outros investidores, que precisam vender posições, e assim sucessivamente.

Pois bem, a expressiva recuperação dos preços dos criptoativos, observada num curto espaço de tempo após o dia 16, sem nenhuma causa aparente, pode indicar que, de fato, fatores técnicos causaram um overshooting na queda. Nesse caso, a recuperação seria, simplesmente, a volta dos preços ao patamar de onde não deveriam ter passado. Por sua vez, a retomada de apetite a risco por parte dos investidores tende a ser um processo bem mais gradual, principalmente para os ativos mais especulativos.

Outra questão que mereceu destaque nesse período de crise foi o aumento das correlações entre os os criptoativos e os ativos tradicionais, o que poderia suscitar dúvidas a respeito de uma das mais importantes teses para o investimento em criptoativos defendida pela Hashdex, que a da diversificação. Esse assunto foi tratado em um artigo publicado no dia 27 no portal MoneyTimes. Nele, as correlações entre o bitcoin e o SPY, ETF do S&P 500, são analisadas.

De fato, a correlação em janela curta atingiu o maior valor na janela considerada (desde 2015), passando dos 68%. Esse fato poderia ser atribuído ao mero acaso, caso não coincidisse com a maior crise dos mercados desde 2008. De fato, as correlações tendem a serem amplificadas nos períodos de crise, voltando ao normal em seguida. Acreditamos que essa é a tendência e, de fato, no final do mês, essa medida de correlação já havia caído para 55,6%.

Todavia, conforme é detalhado no artigo, é possível que, na medida em que os criptoativos passem a ser representativos nas carteiras dos grande investidores globais, suas correlações com os demais ativos aumentem porque, no curto prazo, seu preço passará a responder mais a alterações na aversão a risco ou necessidade de liquidez por parte desse grupo, como acontece com os ativos tradicionais.

Por fim, reiteramos que a nossa tese de longo prazo para os criptoativos, como uma tecnologia que pode gerar valor em diversas áreas, permanece absolutamente inalterada diante dos eventos vividos recentemente. As preocupações iniciais de que a queda nos preços dos criptoativos pudessem afetar significativamente as estruturas de incentivos que mantêm as blockchains não parecem estar se materializando até o momento. Em suma, apesar do susto, seguimos com um cenário extremamente positivo para os criptoativos no longo prazo. 

HASHDEX NA IMPRENSA

A Hashdex ganhou visibilidade em vários veículos de imprensa no mês de março. Os destaques foram:

CriptoFácil - Veja um comparativo entre os principais fundos de investimentos em criptoativos do Brasil.

seudinheiro - "Vejo o bitcoin como um ativo superior a todos os demais como reserva de valor", diz CEO da Hashdex

MoneyTimes - Artigo do Gestor de Portfólios da Hashdex: João Marco Braga da Cunha: há algo novo sobre a diversificação com criptoativos?

InfoMoney - Como o Bitcoin pode ser favorecido pela injeção de liquidez trilionária promovida pelos bancos centrais.

RECONHECIMENTO

Os fundos da Hashdex foram recomendados pelo Relatório Melhores Fundos da Empiricus divulgado na terça, 10 de março, com exclusividade para os seus assinantes. O documento defende a alocação de uma pequena parcela da carteira em fundos da Hashdex.

NOVIDADE

Confira a página da Hashdex no Wikipedia.