Cartas Mensais
04 de maio de 2020
Carta Mensal Hashdex - Abril 2020

Forte valorização dos criptoativos, aumento da procura por criptomoedas atreladas ao dólar, Libra 2.0, expectativa pelo halving e MAIS...

HASHDEX DIGITAL ASSETS INDEX (HDAI)

O HDAI é um índice de criptoativos focado na representação do mercado a longo prazo. Ao contrário de muitos índices estáticos tradicionais, o HDAI não está atrelado a um número fixo de ativos. O HDAI é composto por regras automatizadas que permitem que o índice ajuste periodicamente seu número de constituintes à medida que o mercado amadurece e evolui.

FUNDOS DE INVESTIMENTOS HASHDEX

A Hashdex oferece uma família de fundos passivos que entregam aos investidores exposição aos criptoativos do HDAI. O Hashdex Criptoativos Discovery FIC FIM é destinado ao público geral e investe até 20% de seu patrimônio em criptoativos. O Hashdex Criptoativos Explorer FIC FIM é destinado a Investidores Qualificados e investe até 40% de seu patrimônio em criptoativos. O Hashdex Criptoativos Voyager FIM IE é destinado a Investidores Profissionais e investe até 100% de seu patrimônio em criptoativos. Os fundos da Hashdex estão disponíveis nas principais plataformas de investimento ou através de Agentes Autônomos de Investimento.

* Em conformidade com as normas da CVM, dados de performance serão informados após o fundo completar seis meses.

PERFORMANCE DO HDAI YTD 26,5% | ABRIL 37,9%

VOLATILIDADE DO HDAI (% AO ANO) | vol média 63,3% | vol corrente 69,5% 

ABRIL: CRIPTO DE VOLTA AO CAMPO POSITIVO

Depois da forte queda de preços e da recuperação parcial de março, o mês de abril foi extremamente positivo para os criptoativos. No primeiro terço do mês, o HDAI seguiu no ritmo do final de março, com boa valorização, passando dos 15%. No terço intermediário do mês, porém, o preço ficou oscilando entre 5% e 15% de ganho. Nos dez dias finais, houve mais uma forte alta, de mais de 25%, para fechar o mês com 38% acima do encerramento de março. Com esse resultado, o HDAI, que acumulava uma perda de mais de 8% no ano ao fim de março, voltou para o campo positivo, com 26,5% de alta. A volatilidade desceu de volta para patamares considerados normais para o índice, próxima dos 70% ao ano.

Todos os constituintes do HDAI tiveram valorizações com dois dígitos. O três que tiveram as menores valorizações foram Bitcoin Cash, Litecoin e Ripple, que são quarta, sexta e terceira maiores posições do índice respectivamente. Na ponta oposta, Chainlink e Tezos passaram dos 70% de alta. O Bitcoin, principal constituinte do HDAI, teve valorização de 35,5% e, no ano, acumula alta de 19,1%. Boa parte da vantagem do índice sobre o Bitcoin deve-se ao Ether, segundo ativo de maior peso, que já subiu mais de 60% no ano.

CRESCE A PROCURA POR CRIPTOATIVOS ATRELADOS AO DÓLAR

Na enorme crise atual, observou-se uma fuga massiva de investidores do mundo todo para ativos considerados seguros e líquidos. Em especial, uma parcela relevante desse volume foi alocada em dólar, valorizando a moeda globalmente, e títulos do tesouro norte-americano, reduzindo suas taxas a valores sem precedentes.

Um fenômeno análogo foi visto nos mercados de criptoativos. As stablecoins atreladas ao dólar vivenciaram um aumento muito significativo de volume transacionado e de valor de mercado. Esse ativos proporcionam exposição à moeda norte-americana, combinada com características positivas dos criptoativos em geral, como a resistência à censura ou confisco, ausência de barreiras nacionais, portabilidade e transferibilidade. Outra vantagem desses ativos sobre o dólar “físico” são as taxa de juros praticadas, que rodam em torno dos 6% ao ano.

O principal representante desse grupo é o Tether, que foi lançado em 2014 pela exchange Bitfinex. Seu market cap saiu de menos de 5 bilhões de dólares no final do ano passado para mais de 6,5 bilhões. O segundo colocado, o USDC, da Coinbase, saiu de pouco mais de 400 milhões de dólares para quase 750 milhões.

As consequências desse crescimento, porém, não ficam restritas às stablecoins. Os principais criptoativos atrelados ao dólar são implementados na blockchain Ethereum. Atualmente, cerca de 80% dos valores transacionados nessa rede é de stablecoins. O aquecimento recente desse segmento impulsionou a média diária do volume total movimentado na rede, que cresceu mais que 50% desde o início do ano, chegando ao mesmo patamar da rede do Bitcoin. É provável que, ao menos em parte, essa expansão explique o bom desempenho do Ether no ano.

FUNDO QUANTITATIVO MAIS FAMOSO DO MUNDO NEGOCIA FUTUROS DE BITCOIN NA CME

A Renaissance Technologies, gestora de fundos quantitativos com mais de US$ 70 bilhões sob gestão, informou, em documento enviado à SEC, que seu fundo mais famoso e lucrativo, o Medallion, está negociando futuros de bitcoin na CME. No documento, porém, não há informações sobre os volumes em questão.

Foi James Simons, um proeminente matemático e decifrador de códigos durante a guerra fria, quem fundou a Renaissance no início dos anos 1980. O Medallion, aberto exclusivamente para funcionários, foi criado em 1988 e, até 2018, acumulou um retorno de quase 40% ao ano após taxas. Esse resultado extraordinário tornou- o icônico na indústria global de hedge funds.

Apesar da entrada da Renaissance no mercado de criptoativos ter um caráter essencialmente especulativo, não deixa de ser uma grande notícia para essa classe de ativos, uma vez que reitera o crescente interesse dos grandes players do mercado tradicional. Eventos como esse mostram como está cada vez mais nebulosa a fronteira entre os dois segmentos.

ANDREESSEN HOROWITZ LANÇA SEU SEGUNDO FUNDO DE CRIPTO

Uma das mais conhecidas gestoras de Venture Capital do mundo, a Andreessen Horowitz, completou em abril a captação de seu segundo fundo dedicado a investimentos no segmento de criptoativos. O capital comprometido foi de US$ 515 milhões, mais de 70% superior ao do primeiro fundo, de 2018.

Diferentemente do fundo anterior, que tinha um mandato bastante amplo dentro do universo cripto, o novo fundo será mais focado em algumas verticais. De acordo com o anúncio, o fundo será dedicado às áreas de pagamentos, DeFi (finanças descentralizadas), reservas de valor modernas, novas tecnologias de monetização e Web 3.0.

Essa reafirmação do interesse da Andreessen Horowitz no universo de criptoativos é, por si só, uma grande notícia para o setor. A companhia atua em todas as etapas desde Seed Money até Venture Capital e, atualmente tem mais de US$ 11 bilhões sob gestão. Além disso, a empresa já investiu diretamente em criptoativos como Bitcoin e Ether, é membro da Libra Association e possui participação na Coinbase, uma das custodiantes utilizadas pelo HDAIF.

LIBRA DE VOLTA À CENA

O Projeto Libra, capitaneado pelo Facebook, acordou depois de um período de hibernação. Foi divulgada, no dia 16 de abril, uma nova versão do white paper do projeto, com muitas novidades.

Sua versão original, apresentada em junho de 2019, seria um sistema de pagamentos digital integrado à rede social como sua criptomoeda própria, baseada em tecnologias de registro distribuído. A Libra seria uma stablecoin lastreada em um cesta de moedas fiduciárias. Essa iniciativa foi fortemente repelida por reguladores de todo o mundo. Uma das razões para isso foi a potencial ameaça à soberania dos Estados na condução de suas políticas monetárias.

A nova versão, conhecida como Libra 2.0, foi desenhada com a intenção de ser mais palatável para os reguladores. A principal inovação foi a introdução de diversas versões da Libra, cada qual com a respectiva moeda fiduciária de lastro. Além disso, funcionalidades para coibir lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo foram incorporadas. O plano agora é conseguir uma licença para operação de pagamentos digitais junto às autoridades da Suíça.

Ainda é cedo para saber se essas alterações serão suficientes para abrir caminho para a Libra junto aos reguladores. De qualquer forma, essa pivotagem do projeto original indica que o Facebook e seus parceiros não desistirão tão facilmente.

PROXIMIDADE DO HALVING GERA EXPECTATIVA

Em maio, mais precisamente no dia 12, ocorrerá o terceiro halving do bitcoin. Halving é a redução pela metade da recompensa dada pela rede aos mineradores que resolvem o problema matemático necessário para a validação de um bloco de transações. Por construção, a cada 210 mil blocos minerados (aproximadamente a cada 4 anos) a rede Bitcoin reduz pela metade a recompensa dos mineradores. Essa remuneração era inicialmente de 50 bitcoins e, a partir deste próximo halving, passará a ser de 6,25 bitcoins.

O halving é acompanhado de muitas especulações. Parte disso se deve ao fato de ter havido uma forte valorização do bitcoin nos meses subsequentes aos dois eventos anteriores. Um modelo que se tornou muito famoso no meio de cripto associa o preço do bitcoin à relação entre o estoque total de bitcoins e o fluxo de novos minerados e prevê que o halving poderia empurrar o preço do bitcoin para os US$ 55 mil. Esse modelo, no entanto, sofre de graves problemas metodológicos.

Independentemente de qual seja o impacto do halving no preço do bitcoin (se é que haverá algum), o evento tem atraído a atenção de muita gente para o mercado, e tende a movimentá-lo, possivelmente com maior volatilidade e volume transacionado próximos ao evento. A título de curiosidade, as buscas no Google pelo termo halving já estão em um patamar 50% maior que o pico de quatro anos atrás.

Para uma análise mais aprofundada sobre o evento, indicamos a leitura do material específico sobre o tema que publicaremos em breve. 

HASHDEX EM LIVES

Abril foi o mês das lives e não poderia ser diferente para nós. Participamos de muitas conversas e tivemos a honra de levar conhecimento e informação sobre criptoativos e sobre a Hashdex para muita gente.

01/04: Live no Instagram com EscolaCripto.

07/04: Live no Instagram de Jansen Costa, da Fatorial Investimentos, Agente Autônomo de Investimentos da XP Investimentos.

08/04: Live com a EuQueroInvestir, Agente Autônomo de Investimentos da XP Investimentos.

15/04: Live com a Criteria, Agente Autônomo de Investimentos da XP Investimentos.

16/04: Live com a Miura Investimentos, Agente Autônomo de Investimentos da Guide Investimentos.

17/04: Live com a GolfInvest, Agente Autônomo de Investimentos da XP Investimentos.

20/04: Live com Ana Laura Magalhães (@explicaana)

21/04: Live com a Cap.table, plataforma de investimentos em StartUps da StartSe.

22/04: Conversa com Coffee Stocks da Stock Pickers de Thiago Salomão.

27/04: Live com a Guide Investimentos

HASHDEX NA IMPRENSA

Também contribuímos para algumas matérias de imprensa e podcast:

Investing - Hashdex destaca efeitos da pandemia no mercado de criptoativos em carta mensal.

CriptoFácil - Hashdex destaca efeitos da pandemia no mercado de criptoativos em carta mensal.

Infomoney - Fundos de criptomoedas têm captação em meio à crise e superam o desempenho do bitcoin.

Cointelegraph - Fundos de criptomoedas fecham trimestre em alta e superam o desempenho do Bitcoin e Ibovespa em 2020.

UOL - Bitcoin é investimento de risco, mas dá para ganhar sem cair em golpes.

be[in]crypto - Fundos de criptomoedas em alta na crise.

Podcast ExplicaAna - entrevista com Stefano Sergole, sócio e diretor de distribuição da Hashdex.

Terraço Econômico - publicação do artigo 'Correlações nos tempos do Coronavírus', assinado pelo nosso Gestor de Portólios, João Marco Cunha.

Valor Investe - Bitcoin x covid-19: fundos de criptos sangraram em março, mas ganham mais de 7% no ano.

be[in]crypto - Fundos de criptomoedas aumentaram ganhos em 2020, apesar da crise.